1440 JANEIRO 30, LisboaD. Afonso V perdoa a prisão a João Afonso, morador no casal Sandinho, que já cumprira o tempo de degredo para o couto de Marvão, pela morte de Fernando Álvares, morador em Samigos (?), do couto de São João das Areias, autorizando-o a morar em qualquer lugar do reino.

A.N.T.T. – Chancelaria Régia, Chancelaria de D. Afonso V, liv. 20, fl. 78.

D. Afomso etc. A todollos juizes e justiças dos nossos regnos a que esta carta for mostrada saude. Sabede que Joham Afomso morador em Casall Sandinho nos enviou dizer que ell ouvira huua carta de perdam del rei meu senhor e padre cuja alma Deus aja per razom da morte de huum Fernam d’Alvarez morador em Samiguos do couto do bispo de Sanhoane d’Areas contanto que fosse star e servir em a vossa villa de Marvam dous anos conpridos segundo na dicta carta do dito senhor rei mais conpridamente se continha e que per bem da dicta carta ell se fora ao dito couto e servindo em ell ell seu tempo e tendo servido oito meeses lhe fora certificado que aquelles que esteverom no palanque era determinado no consselho servem relevados da metade do tempo que avia de servir seus degredos e que ell sobre ello se recorera a nos e per nossa carta … que trouvera do dito couto de como tinha servidos os ditos oito messees e o relevaremos da metade do tempo que lhe fora dado pera servir e ficar em o dito couto e villa de Marvam com tanto que fosse ainda estar e servir en o dito couto quemtrometera conpridos em comprimento da metade do tempo que avia de servir segundo em a nossa carta mais conpridamente era contheudo e que ora ell servira os ditos quatro meesses e mais que sa tinha em o dito couto segundo dello tinha esqritura pubrica e que porem nos pidia por mercee que pois ja tinha servido ao dito tempo do dito seu degredo por razom da dita morte do dito Fernam Alvarez que lhe manda serviço dar nossa carta per que livramente podesse viver e morar em nossos reguengos onde quer que elle quissesse por bem e tevesse e nos vendo o que nos asi dizi e pidia e outrosi a carta do perdam do dito senhor rei meu padre nossa carta de como o relevamos da metade do tempo que avia de servir no dito couto com tanto que estevese ainda quatro meesses em ell e como outrosi se mostra per huum estormento que pareçia seer fecto e asinado per Pero Martinz tabeliam em a dita vila de Marvam que o dito Joham Afomso vivera e servir na dicta vila pasamte de huum anno e querendo lhe fazer graça e merçee queremos por bem e avemollo de todo por perdoado em servido de seu degredo e mandam que el nam more em quaaesquer logares de nossos reguengos onde lhe mais aprouver por bem e tever sem outra nenhuma contradiçom nem embargo e porem vos mandamos que o nom perdoaaes nem mandes pedir nem lhe facaes nem consentaes fazer mal nem outro algum desaguisado quanto he por a dita razom da nossa merçe e vontade he de el de todo seer perdoado em teer servido seu degredo e morar onde lhe aprouguir pella guisa que dito he. Unde al nom facades.

Dante em Lixoa XXX de janeiro el rei o mandou per Fernam d’Alvarez Luis Nuniz (?) seus vassalos e do seu desembargo. Gonçalo Botelho a fez. Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jhesuus Christo de mil IIII.c R. annos.

(assinatura autógrafa)

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